Expedição Todo Terreno Peugeot 3008 Lisboa-Dakar-Bissau

3008

Saldou-se num enorme sucesso a “Expedição Todo Terreno Peugeot 3008 Lisboa-Dakar-Bissau”, uma viagem de quase três meses que levou o “Carro do Ano 2017” – o novo SUV PEUGEOT 3008 – a abraçar uma aventura africana, de Lisboa até Dakar e, daqui, até Bissau, ultrapassando-se os 15.500 km. O feito foi realizado por Alexandre Correia, Editor da revista Todo Terreno e experiente profissional neste domínio, agora regressado com inúmeras histórias para contar.

Reinventando as antigas viagens transafricanas, a “Expedição Todo Terreno Peugeot 3008 Lisboa-Dakar-Bissau” procurou dar sentido à frase usada pela PEUGEOT aquando do lançamento do novo SUV 3008: “Nunca um SUV foi tão longe”. O desafio levou um Peugeot 3008 1.6 HDi, de série, apenas dotado de alguns elementos adicionais indicados para tão dura aventura, de Lisboa a Bissau, com regresso igualmente a rolar, num total de 15.555 quilómetros. Foram 5 os países visitados a norte e oeste de África, tendo-se cruzado Marrocos e a Mauritânia por duas vezes, passando-se três vezes pelo Senegal e fazendo-se uma única visita à Guiné-Bissau e à Gâmbia.

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Nesta expedição comandada por Alexandre Correia, editor da revista Todo Terreno e profundo conhecedor da região, os pontos altos foram a dupla travessia do deserto do Sahara – com esta nova aventura já o cruzou por 15 vezes na sua vida – onde se cumpriram mais de 6.000 quilómetros, bem como a passagem nas pistas da Casamansa e Guiné-Bissau, já em plena África Negra, onde o asfalto desapareceu durante dias seguidos, para dar lugar a estradas em terra, poeirentas e esburacadas. Nada que perturbasse o “Carro do Ano 2017”, o SUV 3008 que foi levado ao interior do deserto, percorrendo pistas de terra isoladas no coração do deserto da Mauritânia, fazendo diversas incursões pelos cordões de dunas nas regiões de Chinguetti e de Ouadane, duas cidades históricas, ambas reconhecidas pela Unesco como “Património da Humanidade”.

“O grande objetivo desta Expedição Todo Terreno Peugeot 3008 Lisboa-Dakar-Bissau foi demonstrar que qualquer pessoa, com um carro de série, dotado de algumas características, consegue fazer uma viagem deste tipo”, comenta Alexandre Correia, mentor desta aventura. “Claro que há que se estar minimamente familiarizado com algumas das realidades do continente africano, diferentes, em muitos domínios, ao tradicional pensamento europeu, mas ao contrário do que se possa pensar, as situações, nomeadamente em termos de segurança, não são problemáticas”.

“Em países onde o turismo é escasso, mas representa uma fonte de rendimento importante, como o Senegal e a Mauritânia, verifica-se um direcionamento dos visitantes aos locais a visitar ou a atravessar e o desaconselhamento de outros pontos, esses sim, que podem ser mais problemáticos, nomeadamente fruto da atual realidade das diferentes fações que dominam determinadas áreas. No caso presente, fruto das minhas diversas experiências ao longo de décadas, estou perfeitamente consciente de como atuar em determinadas situações, apostando, nomeadamente num fator cada vez mais importante – a paciência – e, como tal, conseguimos completar mais esta viagem que vai ficar nos anais da história”.

“Da nossa e do nosso companheiro, o SUV PEUGEOT 3008, que se portou lindamente, aguentando estoicamente tão exigente aventura, num modelo de série que atravessou o deserto do Sahara do mesmo modo que alguns dos seus antecessores, protótipos que participaram no outrora Rali Dakar, o fizeram por grande parte desta região,” acrescenta.

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Aposta num SUV PEUGEOT 3008 perfeitamente de série

A unidade agora regressada às instalações da PEUGEOT PORTUGAL e que a 27 de março último arrancou para esta longa viagem é um 3008 Allure 1.6 BlueHDi 120 cv rigorosamente de série, e por isso idêntico ao que se encontra em comercialização na Rede de Concessionários da Marca. Apenas com tração às rodas da frente mas com o contributo do sistema Advanced Grip Control, este SUV 3008 foi dotado de pneus all-terrain, mais robustos para uma utilização intensiva nos percursos de fora de estrada.

Um conjunto que ultrapassou, sem dificuldades de maior, os mais variados tipo de pisos, das mais simples pistas de terra, até percursos pedregosos, esburacados e lamacentos, sem esquecer as areias do Sahara, várias vezes sob temperaturas bastante elevadas. A comprová-lo está o facto de que numa viagem tão longa e desgastante terem sido apenas 7 os atascansos na areia do deserto, 4 deles ocorridos após as necessárias sessões fotográficas para a posteridade e pelo facto da equipa se ter esquecido de selecionar o modo “Areia” do sistema Grip Crontrol. Quanto a furos, registou-se uma única ocorrência, em pleno deserto do Sahara. “Quando olhamos para uma pedra e pensamos: já está! E foi o que aconteceu…!”

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Outros números de uma viagem inesquecível

Iniciada no final de março, em pleno coração de Lisboa, esta “Expedição Todo Terreno Peugeot 3008 Lisboa-Dakar-Bissau” encerra, naturalmente, muitas histórias que foram contadas, com carácter regular e ao longo das semanas, nas redes sociais da PEUGEOT Portugal – Facebook, Youtube, Twitter e Instagram – bem como no portal da revista Todo Terreno e também no seu Facebook.

Mas também se acumularam muitos números, a começar pelos elementos da equipa, num total de 5, em modo rotativo: De Lisboa a Bissau, fomos 3, pois além de nós, acompanharam-nos Luís Jerónimo e Pedro Nogueira Simões. Em Dakar entrou Elsa Freitas, que no regresso à capital do Senegal cedeu o lugar a Paula Gonçalves, que nos acompanhou até Lisboa”, detalha o mentor da viagem.

Os países atravessados foram 7 no conjunto da viagem de ida e de regresso, envolvendo 20 passagens em postos fronteiriços. Aos dois europeus, Portugal e Espanha, servindo o Cabo Tarifa de ponto de divisão com o continente africano, somam-se Marrocos, Mauritânia, Senegal, Guiné-Bissau e Gâmbia. Para tal, o SUV PEUGEOT 3008 consumiu 1301,4 litros de gasóleo, abastecidos em 57 paragens. A ideia foi procurar que o depósito nunca baixasse além de metade da capacidade; por via das dúvidas...”. Tal garante-lhe uma média de 8,4 l/100 km, valor nada de surpreendente dado o esforço a que foi sujeito em determinadas alturas, num percurso de 15.555 km que nada tinha de tradicional.

Ainda no domínio dos líquidos, foram consumidas 154 garrafas de 1,5 litros de água, 17 de cerveja, mais 2 de vinho tinto. Do lado dos sólidos e entre outros repastos de cariz local, foram consumidos 26 quilos de fruta, 5 latas de atum, “duas ‘importadas’ e três compradas numa mercearia em Akjoujt, na Mauritânia, que nos permitiram fazer dois excelentes piqueniques, um dos quais em pleno Sahara. Já a caminho de Dakar tivemos de comer pão seco”, num contraponto às “2 lagostas, que chegaram ao prato 10 minutos depois de as vermos espernear. Porque ir a Dakar e não fazer uma refeição no Lagoon 2 é mais grave que ir a Roma e não ver o Papa”, acrescentou Alexandre Correia. 

Para retemperar as forças, foram deixadas de lado as noites em acampamentos: “Que nos perdoem os adeptos, mas contentámo-nos com poucas estrelas, quatro, três, duas e até uma muito duvidosa. Mas sempre com banho e lençóis lavados!”

Afinal houve que diminuir os níveis de stress de algumas situações menos agradáveis e que, apesar da experiência do aventureiro, deixam sempre algumas marcas. Falamos das 27,5 horas de imobilização em postos fronteiriços, “nomeadamente a mais demorada, de 3 horas, no regresso a Marrocos, após deixarmos a Mauritânia”, das 2 falsas fronteiras, “montadas pela Frente Polisário, a meio dos 6 km que separaram os postos fronteiriços Marrocos/Mauritânia, naquela que hoje é a única passagem terrestre norte-sul através de África!” ou mesmo os únicos 2 casos de extorsão, “o primeiro na chegada à Gâmbia, onde foi preciso pagar uma taxa de reabertura do posto e outra na terceira entrada no Senegal, onde fomos mais pacientes que os dois funcionários ‘gulosos’ locais.”. Houve, assim, nada menos do que 88 paragens em controlos militares, aduaneiros e policiais, “incluindo um controlo de velocidade com radar, em Marrocos, onde fomos ‘apanhados’ a 96 km/h numa zona de 60 km/h, registado quase meia hora antes de lá termos passado! Perdemos outra meia hora num jogo de paciência com o Gendarme, sem nunca desistirmos da nossa inocência”, explica Alexandre Correia.

Com esta viagem, o SUV 3008 pode ver renovado o seu claim “Nunca um SUV foi tão longe”, numa perfeita ilustração desta “Expedição Todo Terreno Peugeot 3008 Lisboa-Dakar-Bissau”, jornada demonstrativa das capacidades de uma das propostas de maior sucesso da Marca do Leão.